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Células

A FORÇA INVISÍVEL DOS BASTIDORES

Publicado em: novembro de 2019 | Categorias: Células

O que seria da Irlanda senão fosse o Patrício? Hoje, ele é conhecido por toda a religião cristã, mas quando foi levado como escravo para a Irlanda, era apenas mais um em meio a tantos. Após anos de escravidão ele foge e retorna a sua terra (Grã-Bretanha), e afirma a história que, dada noite ele sonhou com as pessoas da Irlanda dizendo: “Volte Patrício, volte!”. Então, corajosamente, retornou para a localidade onde fora escravo, e pregou o evangelho transformando a realidade espiritual e cultural da Irlanda!

Patrício construiu um poderoso movimento de expansão do cristianismo em terras pagãs. Conforme crescia em Deus, a Igreja institucionalizada, o ridicularizada pelo seu latim, considerado ruim, e não recebeu nenhum apoio em seus projetos. Era ele e Deus, e isso bastou!

No livro “Movimentos que transformam o mundo” o autor Steve Adisson apresentou cinco características presente na vida do Patrício para impactarmos o mundo, as quais são:

1.Fé ardente

O que faz o Reino de Deus crescer não são figuras ilustres e visíveis da comunidade cristã, mas homens e mulheres de fé ardente e apaixonada, que vivem nos bastidores. Patrício era um desconhecido em seu tempo, porém conhecido por Deus por sua fé ardente, apaixonada e constante. Estar visivelmente no púlpito todos os domingos com o microfone na mão faz parte do processo, mas a diferença de ver vidas sendo transformadas, está numa fé viva e vibrante.

2.Compromisso com uma causa

Patrício tinha uma causa: ganhar a Irlanda para Cristo. Era isso que o movia todos os dias e o fazia enfrentar as adversidades, sejam quais foram, e continuar sem medo. O evangelho é a nossa causa, e devemos ser conduzidos por ela, não importa o que aconteça, prossiga! Pessoas sem sentido são pessoas sem uma causa para viver e lutar.

3.Relacionamentos contagiantes

O ex-escravo aprendeu muito bem com Jesus sobre relacionamentos contagiantes. Ambos, eram conectadores natos, e estabeleceram pontes de diálogo com todos os tipos de pessoas, desde os abastados como os marginalizados. Além disso não se fecharam dentro da sua rede social, ao invés, abriram-se a novas redes com a intencionalidade de impactar o maior número possíveis de pessoas com o evangelho. Pense! Quando alcançamos uma pessoa para Cristo alcançamos toda a sua rede de relacionamento, e de forma análoga, quando perdemos uma pessoa para Cristo, perdemos toda uma rede de relacionamento! Quando alguém crê em Jesus, família e amigos veem juntos, mas senão crê, perdemos famílias e amigos.

4.Mobilização rápida

A junção dos três pontos acima converge muitas pessoas e as direciona para rapidamente mobilizaram-se em prol da causa maior do evangelho. A Igreja é mobilizada quando uma causa comum alcança o coração, e o envolvimento ocorre naturalmente. Quando não há mobilização e nem ajuntamento não há nem fé ardente, nem uma causa comum e muito menos relacionamento contagiantes.

5.Método adaptativo

As estruturas religiosas tradicionais estão tomadas pela rigidez litúrgica, e não conseguem adaptarem-se as realidades e desafios da pós-modernidade, perdendo pessoas e deixando de desenvolver sua missão no dia a dia. Eles estão focados meramente nos “visíveis” (pastores ordenados), e perderam a perspectiva dos “invisíveis” eu e você que não aparecemos, mas que movimentamos o Reino de Deus. Adaptação contextual é continuar com o culto no templo, e ir com as células nas casas, permitindo que pessoas comuns (líderes de células) se tornem extraordinários nas mãos de um Deus poderoso.

Nós somos patrícios na igreja muitas vezes. Sentamos e ninguém sabe o nosso nome, não experimentamos o status de estar na frente, porém nada disso nos impede de transformar o mundo a nossa volta. Deus não está à procura dos que oram na “praça” (visíveis), mas dos que oram no “quarto” (invisíveis), para transformar o mundo!

Se quiser aprofunda ainda mais essa temática leia o livro:

ADISSON, Steve. Movimentos que transforma o mundo: cinco chaves para divulgar o evangelho. Curitiba. 2011