Devocionais

de NATAL - A PROMESSA

Publicado em: dezembro de 2020 | Categorias: Devocionais

“Quando Israel era menino, eu o amei; e do Egito chamei meu filho.” (Oséias 11:1)

A profecia de Oséias se cumpriu em Mateus capítulo 2:13-15, quando lemos o relato, que nos informa que o Senhor apareceu em sonho a José, dizendo para levar sua família para o Egito, a fim de salvar sua família das mãos sanguinárias de Herodes e, principalmente, proteger Jesus.

Essa profecia tem dois significados. A primeira diz respeito à nação de Israel, que depois de 430 anos de escravidão foi chamada para fora do Egito durante o período do Êxodo. Israel é chamado carinhosamente de filho por Deus. O problema é que Israel, ao invés de aceitar o amor de Deus como Seu pai, preferiu seguir outros deuses. A segunda, diz respeito a Jesus, que fez o Êxodo ao contrário, segundo a vontade de Deus: que Seu filho, que é profeticamente chamado de Israel (Isaías 49:3), recapitulasse a história do seu povo, de modo que Ele tivesse que ir ao Egito. Diferentemente de Israel, ele foi chamado do Egito e se tornou um filho fiel e obediente, obediente até a morte na cruz (Filipenses 2:8).

Esses dois significados tem tudo a ver conosco. Nós também já fomos escravos no Egito, quando vivíamos segundo o curso deste mundo, segundo as inclinações da nossa carne e fazendo a vontade da carne e dos nossos pensamentos (Efésios 2:3). Por nossa própria força ou vontade, jamais conseguiríamos nos libertar do jugo do pecado. Por isso, Deus, assim como enviou Moisés para libertar o povo de Israel do cativeiro egípcio, também enviou Jesus Cristo para nos libertar das correntes do pecado. É tremendo refletirmos sobre isso. Éramos, por natureza, pessoas miseráveis e cativas de toda sorte de pecados, mas Deus nos amou por meio da obra redentora de Jesus na cruz do Calvário. Como diz a própria escritura sagrada: “nós que outrora nem éreis povo, agora sois de Deus; vós que não tínheis alcançado misericórdia, e agora tende alcançado” (1Pedro 2:10).

Não é tremendo esse poder? O peso da condenação é removido e o homem é finalmente libertado para cumprir seu propósito, viver com Deus e servi-Lo. Ele não é mais alguém sem esperança, mas pode se alegrar na perspectiva da vida eterna com Deus, a qual já experimenta aqui. O quadro é de uma transferência espantosa: o homem é trazido da sepultura até os céus!

Por isso, que eu e você podemos celebrar a nossa liberdade em Cristo Jesus, e viver para a glória de Deus nosso amado Pai.

Pr. Cleber Luciano de Lima