Meditação

Intimidade com Deus

Publicado em: março de 2020 | Categorias: Meditação

A Intimidade é uma necessidade do coração do ser humano. Todos buscam por alguém que possam conhecer e se deixar serem conhecidos. No jardim do Éden o homem e a mulher possuíam o maior privilégio de todos – a INTIMIDADE com Deus (Gn. 3:8 “ouviram a voz do Senhor Deus, que andava no jardim pela viração do dia”). Mas mesmo depois da queda, o Senhor providenciou meios pelos quais podemos desenvolver tal nível de relacionamento, o qual acontece pela oração, jejum e meditação na Palavra de Deus. A pergunta é, por que muitas vezes não valorizamos a busca por intimidade com o Senhor? Queremos sim Suas bênçãos mas não Sua voz, buscamos Suas mãos mas não Sua face!

Nosso coração vive no modus operandi definido pelo pecado, o qual nos impede de qualquer aproximação saudável. Isto é facilmente percebido quando observamos amigos que se separam, casais que terminam seus relacionamentos, as brigas e desentendimentos nos quais nos envolvemos e que levam à ruptura da comunhão que nutríamos com alguém. Em todos os casos, certamente, a motivação foi um trauma, falta de perdão, palavras rudes, ações que machucaram, ou seja, fruto do pecado que ainda teima em dirigir nosso coração.

Davi, ao escrever o Salmo 63, nos dá uma demonstração poderosa de um coração que não se aquieta enquanto não desfruta de profunda intimidade com Deus. Perceba o anseio de suas palavras, ”Ó Deus, tu és o meu Deus forte; eu te busco ansiosamente; a minha alma tem sede de ti; meu corpo te almeja, como terra árida, exausta, sem água.” (Salmo 63:1). Na sua busca pelo Senhor, o salmista demonstra que todo o seu ser estava envolvido – corpo, alma e espírito – mas para que isto aconteça é preciso mortificar nossa carne, assim como o apóstolo Paulo escreveu, “porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que, porventura, seja do vosso querer.” (Gálatas 5:17)

A oração é o processo pelo qual falamos e ouvimos Deus. Pode ser que você nunca tenha pensado nisso, mas ao orarmos também ouvimos Deus, por isso a importância de aquietarmos nosso coração nesses momentos para ouvirmos a voz do Espírito em nós! O autor de um dos livros mais lidos no mundo “O Peregrino”, John Bunyan, escreveu: “Na oração, é melhor ter um coração sem palavras do que palavras sem um coração.” Já o Jejum serve para mortificar a carne no sentido de demonstrar que não somos sustentados pelo que comemos, mas sim pelo Senhor que nos fortalece. Ao jejuarmos, calamos os ruídos deste mundo, para ouvirmos apenas a voz de Deus, e é neste ponto em que iniciamos um lindo processo de aproximação do Pai. Mas tudo isto deve ser nutrido pela Palavra de Deus, na qual meditamos dia e noite. Somente por meio da revelação das Escrituras somos capazes de conhecer a Deus e sabermos Sua soberana vontade.

Ore para que possamos experimentar este nível de intimidade nestes próximos dias de Clamor. O pastor Charles Spurgeon certa vez expressou: “Sempre que Deus deseja realizar algo, Ele convoca seu povo para orar.” Esta semana de Clamor serão dias de busca, quebrantamento e de derramar do Senhor sobre aqueles que clamam por mais Dele, por mais de Seu Espírito! Que eu e você possamos ser levados a um nível de profunda Intimidade com Senhor. Portanto, prepare-se, para mais de Deus!

Rev. Emerson Macedo Patriota