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Mais da Compaixão de Cristo!

Publicado em: outubro de 2021 | Categorias: Sem categoria

Durante a Semana de Clamor no início de janeiro de 2014, tivemos o privilégio de ser ministrados em várias áreas de nossa vida. Fomos desafiados a buscar mais da santidade de Cristo, mais de sua obediência, humildade, ousadia e fé, compaixão, enfim, a termos mais de Cristo e menos de nós mesmos, e sermos mais parecidos com Ele em toda nossa maneira de ser e viver, durante todos os dias do ano que estamos iniciando. O que é compaixão? A melhor definição de compaixão é: uma vontade ou desejo ardente de ajudar alguém de alguma forma; sentir a dor do meu próximo e fazer algo para aliviar ou minorar o sofrimento pelo qual ele está passando. Jesus é o maior modelo de compaixão. Quando estudamos os evangelhos aprendemos que a compaixão de Jesus não conhece limites. Jesus teve compaixão dos desorientados como lemos nos evangelhos: “Vendo ele as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor” (Mateus 9:36). Ele também sentiu compaixão dos pecadores e endemoninhados os quais Ele curou e expeliu legiões de demônios conforme relato do evangelista Marcos (5:1-20). O Mestre também teve compaixão dos doentes, dos que sofrem e dos que O buscam. Os evangelhos registram inúmeras curas de enfermos, necessitados e de pessoas que foram até Ele. João Calvino afirmou: “A compaixão é uma cura mais eficiente para o pecado do que a condenação”.
Precisamos amar mais as pessoas como Jesus amou. Jesus viveu um ministério de amor e foi por causa do grande amor do Pai que “Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor, no qual temos a redenção, a remissão dos pecados” (Colossenses 1:13,14). Jesus demonstrou seu amor e compaixão pela viúva de Naim, que chorava a morte de seu filho único, que estava para ser sepultado. Ele parou o cortejo, tocou no caixão que era aberto como no costume judaico, e disse: “Jovem, eu te mando: levanta-te!” e o rapaz se levantou e foi restituído a sua mãe (Lucas 7:13- 15). Jesus demonstrou seu grande amor pela mulher adúltera, que os escribas e fariseus queriam apedrejar. O Mestre lhe perguntou: “Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? Respondeu ela: Ninguém, Senhor! Então Jesus lhe disse: Nem eu tão pouco te condeno; vai e não peques mais” (João 8:10,11). Seu grande amor continua sendo estendido a toda humanidade, a todo aquele que vai a Cristo em humildade e reconhece ser pecador e precisa da glória de Deus. Jesus sempre amou e acolheu a todos. Será que temos amado verdadeiramente as pessoas ao nosso redor, nos importando com elas, e demonstrando na prática o amor com que Jesus nos amou? O amor é a única estratégia que atrai multidões a Cristo.
Nossa compaixão e amor são demonstrados quando servimos as pessoas ao nosso redor, aos necessitados. Por onde Jesus andou Ele serviu alguém. O evangelho de Marcos (10:45) afirma: “Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos”. Na cruz Ele tomou o lugar de um criminoso e foi julgado como um rebelde, para que nós pecadores fôssemos salvos. Seu exemplo de serviço sacrificial custou sua própria vida. Jesus caminhou muitos quilômetros de estradas poeirentas para servir as pessoas; como diz o texto em Atos 10:38: “como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e poder, o qual andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo…” Aquele que poderia ter vindo a este mundo como um rei, ter nascido num palácio em meio a muitas riquezas, honras e muitos servos a seu dispor, não veio para ser servido, e sim para servir. Jesus deixou o modelo que todo cristão deve imitar.
Quando pensamos em homens e mulheres que serviram e deixaram exemplos dignos de ser imitados, não podemos nos esquecer de Barnabé. Sempre que a Bíblia menciona Barnabé, ele está prestando serviço a alguém, ou praticando atos de bondade e misericórdia. A Igreja Primitiva era uma comunidade em que as pessoas tinham a alegria de compartilhar o que possuíam com quem nada tinha. Os irmãos que tinham o suficiente não se contentavam em ver alguém em necessidade e não ajudar. Havia entre eles um espírito de autodoação e de compaixão. Muitos membros da comunidade eram escravos, pobres, sem recursos, pessoas que precisavam de ajuda. Barnabé era natural de Chipre e dono de uma propriedade, a qual vendeu para distribuir a renda entre aqueles irmãos desfavorecidos. Ele tinha prazer em servir e fez o que Jesus fez; não era um religioso mas sim um acolhedor e um encorajador, como é o significado de seu próprio nome.

Jorge Muller, de Bristol, tinha grande prazer em servir, alimentou milhares de órfãos em sua trajetória. Ele deixou em seus escritos: “Quem não está pronto para servir, não está pronto para viver”. Clamemos a Deus por essa compaixão, esse desejo ardente de ajudar o nosso próximo, e que a marca do amor seja vista em nossas vidas e na vida da Igreja e assim possamos ter prazer em servir e alegrar o coração do Pai.

Pastor Osni Ferreira