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Vida Saudável por Ana Flavia Barreto.

Publicado em: outubro de 2021 | Categorias: Novidades

Você não tem uma alma. Você é uma alma.

Você tem um corpo. C.S. Lewis

 Quando entendemos que somos uma alma abrigada em um corpo (Gênesis 2.7), percebemos que é necessário dedicar cuidados a ele, a fim de que esteja em equilíbrio e seja um auxílio à saúde de nossas emoções. Afinal, temos o grande mandamento para nossa vida: “Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força.” (Marcos 12.30). E, para a plenitude da prática desse mandamento, precisamos nos “alimentar”.

Podemos ver a questão de levar uma vida saudável, com saúde física e emocional, como uma oportunidade para sermos, inclusive, melhores adoradores (“Aleluia! Louva, ó minha alma, ao Senhor.”, Salmo 146.1), mais dispostos e sem distrativas enfermidades, que levam ao sentido diametralmente oposto: o das lamentações. Encaixam-se aqui, especialmente, as chamadas doenças da alma, as disfunções do funcionamento cerebral: depressão, transtorno bipolar, síndrome do pânico, ansiedade, stress, entre outros. A baixa produção de serotonina agrava em muito esses casos.

É no intestino que se produz a serotonina (95%, e os outros 5% é produzido no cérebro), um hormônio que, em estado normal de funcionamento (é preciso que o intestino trabalhe bem), proporciona imensa sensação de felicidade, e o que você ingere ou deixa de colocar para dentro, confere em uma boa produção ou não desse hormônio. Para essas patologias, é preciso investir, não exclusivamente em medicamentos, mas buscar fontes de alimentos que contenham triptofano, a matéria-prima necessária para que seu corpo possa começar a produzir serotonina. Faz-se necessária, portanto, e indispensável, a ingestão de castanha-de-caju, avelã, grão-de-bico, banana, arroz integral, lentilha, espinafre, mel, tofu, castanha-do-pará e aveia. Porém, de nada adianta a ingestão desses itens, se não houver o funcionamento regular do intestino. Existe uma máxima que diz: “Você é o que você come!”. Na verdade, essa expressão deveria ser corrigida para “Você é o que você digere!”.

Hábitos como dormir cedo, aproveitar um tempo de exposição ao sol, exercitar-se, ingerir alimentos integrais e naturais são condicionantes para um estado de felicidade. Na composição do prato, a combinação de um cereal (arroz integral, por conservar importantes nutrientes que o arroz “branco” polido perde, milho, trigo, centeio, aveia) mais uma leguminosa (feijão, grão-de-bico, lentilha, ervilha, soja, amendoim), consome-se boa parte do que é necessário para a produção da serotonina, além de se obter a construção do que precisamos ter em nossa alimentação: proteína, carboidrato, fibra (por isso também a importância de o arroz ser integral) e gordura boa (no caso da soja, do amendoim e do milho), consumindo ainda frutas e verduras para o alcance de vitaminas, minerais e fibras.

Em contrapartida, quando não se tem a produção de serotonina, que gera a felicidade (sentimento duradouro), há, então, a busca pelo prazer (sensação passageira).

Atualmente, a grande maioria da população tem adoecido justamente pelas práticas que trazem prazer imediato, buscando essa satisfação, especialmente por meio da ingestão de alimentos considerados junk foods (“comidas lixo”), ricos em calorias e sem valor nutritivo.

O consumo de frituras, açúcar, farinha refinada e gorduras trans (transformadas, modificadas de sua estrutura original) atua no cérebro, disparando os níveis de uma substância chamada “dopamina”. E quanto maior a ingestão desses alimentos, maior o nível de dopamina. E quem tem grande produção de dopamina fica de que jeito? Fica Dopado! É exatamente por isso que tantos estudos associam a ingestão de açúcar, sal, farinha branca, arroz branco, pão branco, gorduras trans, estimulantes (café, refrigerante de cola, energéticos) com o consumo de álcool, cigarro, heroína e outras drogas, pois foi ensinado ao cérebro que isso geraria prazer. No entanto, esse prazer é passageiro, dura pouco, além de muitos neurônios serem deteriorados e, portanto, já não se consegue obter tamanho prazer Dessa forma, o cérebro ordena por mais e mais demanda de ingestão, causando o vício.

Especialistas em Psicologia e em Psiquiatria comentam que a depressão e a ansiedade são o mal do século. Porém, cristãos bem podem discordar e concluir que o “mal do século” é a falta de temor a Deus, que leva a desviar de todo cuidado que deveria ser tratado acerca de cada um. As decisões alimentares que forem tomadas, definem a qualidade (ou não) dos seus próximos anos de vida além do próprio presente.

Que seja possível a escolha da compra de seu alimento, com inteligência e até temor sobre o que você colocará para dentro: “Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” (1 Coríntios 3.16), afinal, você é único e insubstituível para Deus!

opção 2

 

* Ana Flavia é arquiteta, especialista em moda e culinarista pela maternidade e imposição divina.